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25/01/2004 15:20
Show do Iron Maiden


O dia 16 de janeiro de 2004 sem dúvida ficará na minha memória como um dos mais emocionantes que já vivi. Nesta data, foi realizado no Claro Hall, no Rio de Janeiro, um show da maior banda de heavy metal de atualidade: Iron Maiden.
O show fazia parte da turnê de divulgação do novo CD do grupo, o ótimo “Dance of Death”. A banda de abertura foi a Heavensfall. Até que foi um bom show, chegou a empolgar em alguns momentos, mas boa parte do público (inclusive eu) parecia estar guardando energias para a atração principal.
O Iron começou arrepiando com o hit “Wildest Dreams” que, embora não chegue a ser uma das minhas músicas prediletas, serviu ao intuito de fazer a platéia pular logo de início. Ao todo, foram tocadas seis músicas do CD novo: além da canção já citada, eles tocaram a faixa-título, “Rainmaker”, “No More Lies”, “Paschendale” e “Journeyman.” Uma decepção foi a ausência de “Montségur”, cuja execução era dada como certa por boa parte da imprensa. Ao lado das músicas do último álbum, figuraram clássicos como “The Trooper”, “Iron Maiden”, “Brave New Word” “Hallowed be Thy Name” e “Run to the Hills” e “Wratchild”. E, é claro, não podiam faltar as indispensáveis “The Number of the Beast” e “Fear of the Dark” Se não me falha a memória, apenas duas músicas do show eram desconhecidas para mim: “Can I Play with Madness” e uma do pior período do Maiden (aquele com Balley nos vocais): “Lord of the flies”. Algumas tristezas para mim foram as ausências de músicas como “Blood Brothers”, “The Wicker Man”, “Ghost of Navigator ” e “2 Minutes to Midnight.”
Os cenários foram um show a parte. O ambiente parecia uma lúgubre fortaleza, e os painéis por trás do palco mudavam mostrando as capas dos singles de cada música. Bruce Dickinson, que comandava o show com maestria, troco de figurino algumas vezes. Na música “Dance of Death”, ele vestiu uma capa preta e uma máscara veneziana, e durante “Paschendale” o vocalista trajou um uniforme de soldado. Durante a música “The Trooper,”, ele carregou uma bandeira de Inglaterra. Para completar, apareceram dois Eddies. Um gigantesco por detrás do palco (parecia até boneco de carro alegórico), vestido como a Morte e mexendo o braço em que segurava uma foice, que surgiu durante a apresentação de “Iron Maiden”. O outro, menor, entrou no palco durante a execução de “The Number of the Beast” e, entre outras coisas, entreteu-se brincando de dar porrada no Gers.
Os músicos incendiaram a platéia. Bruce Dickinson movimentava-se por todo o palco, subia e descia por uma elevação, brincava com o público e o incentivava a participar das músicas. Gers, com energia de sobra, não dispensou os “malabarismos” com suas guitarra, enquanto Harris demonstrava sua disposição habitual pulando incansável. Já Adrian Smith e Dave Murray pareciam um pouco mais tímidos. Nicko, embora ficasse um pouco escondido, foi várias vezes aclamado pelo público.
O show teve alguns momentos curiosos. Quando McBrain quebrou a pele de seu bumbo e jogou para o público, Dickinson disse que a banda teria que “enrolar um pouco o público” a’te que o bumbo fosse trocado. Então, passou-se uma das cenas mais hilárias da carreira das “Donzelas de Ferro”: com a ajuda do baterista, o vocalista tocou “Guilherme Tell” com as bochechas, e completou dizendo que aquilo era muito perigoso, já tendo até matado muito gente (risos). A platéia, é claro, urrou de alegria. Outro acontecimento insólito: quando Bruce disse que jamais cancelaria um show na América do Sul, o público puxou um coro de “Ei, Mettalica, vai tomar no cú”, em protesto contra o fato do grupo ter cancelado seus shows no Brasil alegando “esgotamento físico”.
A apresentação do Iron Maiden proporcionou vários momentos de puro êxtase. É difícil precisar quais músicas foram mais empolgantes; mas as execuções de “Paschendale”, “The Number of the Beast”, “Hallowed be Thy Name”, “Rainmaker”, “The Jouneyman” (com coro do público na parte intrumental), “Brave New World” e o encerramento com “Run to the hills” (durante a qual Bruce simulou estar guiando um cavalo) foram instantes inesquecíveis. O show foi uma mistura quase perfeita de músicas novas e velhos clássicos, músicas melódicas e verdadeiras “porradas”, mostrando porque esse grupo de ingleses é tão idolatrado no Brasil. Minha maior reclamação é quanto a curta duração do mesmo: 1h40 min. Saí de lá completamente exausto e rouco. Mas saí de lá feliz.

OBS: a camisa que o Gers estava usando durante o show era igualzinha à camisa que eu comprei antes de ele começar! E olha que por pouco eu não comprei uma diferente...

enviada por fastasma na neblina






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